terça-feira, 18 de novembro de 2008

a nossa diferença.

uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver as superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, de não sentir medo desse mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria.

domingo, 16 de novembro de 2008

Essa minha dor.

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso"

Dando na cara.

''Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo
Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna
Vou certo
De estar no caminho
Desperto''

sábado, 15 de novembro de 2008

uma semana.

17:07

-oi, tudo bom?
-tudo e contigo?
-também, tais fazendo o que?
- agora tô vendo tv.
-tá tudo bem aí na tua casa?
- ta tudo certo.

...

-qualquer coisa liga visse?
-tá bom, tchau.
-tchau.

Não poderia ter sido pior. Não poderia doer mais.

sábado, 8 de novembro de 2008

Celebração da amizade

Nos subúrbios de Havana, chamam amigo de “minha terra” ou “meu sangue”.
Em Caracas, o amigo é minha “pada” ou minha “chave”: pada por causa de padaria, a fonte do bom pão para as fomes da alma; chave por causa de...
- Chave por causa de chave – me conta Mario Benedetti.
E me conta que quando morava em Buenos Aires, nos tempos de horror, ele usava cinco chaves alheias em seu chaveiro: cinco chaves de cinco casas, de cinco amigos: as chaves que o salvaram.

Eduardo Galeano – Celebração da amizade/1 em "O Livro dos Abraços".

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Palpite!

'Eu sinto a falta de você
Me sinto só
E aí!
Será que você volta?
Tudo à minha volta
É triste
E aí!
O amor pode acontecer
De novo prá você
Palpite!'